RMG – Há um ano e meio em missão no Brasil, Clovis Mushindo Tsongo, SDB, partilha sua experiência missionária

09/10/2026 Comunicação
RMG – Há um ano e meio em missão no Brasil, Clovis Mushindo Tsongo, SDB, partilha sua experiência missionária

(ANS – Roma) – O Salesiano Clovis Mushindo Tsongo receberá a Cruz Missionária no dia 17 de outubro, junto aos demais integrantes da 157ª Expedição Missionária Salesiana. Ele deveria ter recebido a cruz há dois anos, como participante da 155ª Expedição, e já atua na Inspetoria São Pio X, com sede em Porto Alegre (BPA). Na entrevista a seguir, o seminarista fala sobre sua vocação e a experiência missionária no Brasil.

Para começar, conte um pouco sobre você e sua caminhada salesiana.

Meu nome é Clovis Mushindo Tsongo. Sou da República Democrática do Congo, da Inspetoria da África Central. Desde fevereiro de 2025, estou em missão na Inspetoria São Pio X, no Brasil.

Somos três filhos na minha família: tenho um irmão e uma irmã. Conheci os Salesianos na minha cidade natal, quando estava terminando o ensino médio. Minha paróquia não era salesiana, mas tive contato com os Filhos de Dom Bosco por meio do padre Bienvenu Kasereka, que naquela época ainda estava em formação. Foi ele quem me apresentou ao padre Kizito Tembo, então responsável pela animação vocacional salesiana em minha inspetoria.

O que despertou em você o desejo de ser missionário?

Na minha cidade, vários grupos missionários trabalham com a evangelização e a educação. A minha paróquia também era atendida por religiosos missionários. Por isso, posso dizer que minha vocação sacerdotal nasceu do desejo de ser missionário.

Antes de entrar para os Salesianos de Dom Bosco, procurei saber se o espírito missionário fazia parte do carisma da Congregação, porque sentia que esse era o meu caminho. Depois, é claro, passei por todo um processo de discernimento.

A primeira vocação que reconheci em mim foi a missionária. Quando conheci os Salesianos, percebi que havia encontrado a Congregação que procurava.

Quem é Dom Bosco para você?

Para mim, Dom Bosco é o Pai e Mestre da Juventude, como a própria Igreja o reconhece. Essa definição já expressa tudo o que ele representa para mim. Em seu tempo, ele soube compreender a realidade dos jovens e oferecer um caminho que os conduzisse a Deus.

Quando cheguei ao Brasil, percebi que os Salesianos continuam vivendo esse carisma por meio da educação e da evangelização, tendo em vista a salvação dos jovens. Ao me tornar salesiano, também escolhi viver esse carisma e dedicar minha vida à mesma missão.

O que você tem procurado construir com as pessoas que encontra na missão? E o que espera para o futuro?

Não tenho nada extraordinário em mente. Como já disse, quero dar continuidade ao carisma salesiano. A missão não começou comigo: onde estou, Dom Bosco já é muito conhecido. Encontrei sua presença na vida dos meus irmãos salesianos. Minha missão, hoje e no futuro, é trabalhar ao lado deles, com os jovens e para os jovens.

No Congo também há muitos Salesianos que vivem o carisma de Dom Bosco. Por que você decidiu partir, em vez de permanecer e evangelizar os jovens do seu país?

A Igreja Católica é universal. A Congregação Salesiana faz parte dela e também não conhece fronteiras. A missão e o serviço que, pela graça de Deus, eu poderia realizar no Congo também podem ser realizados em qualquer lugar do mundo. O que importa é fazer a vontade de Deus, onde quer que eu esteja. Foi isso que me levou a partir.

Entrevista realizada e publicada originalmente em inglês pela Agência Info Salesiana (ANS). Tradução e adaptação para o português: Equipe de Comunicação da Inspetoria Salesiana São Pio X.

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